terça-feira, 4 de maio de 2010

Meu pai e meus ex-colegas do Colégio Pitágoras

Nessa semana tenho pensado muito no meu pai. Amanhã, dia 5 de maio, ele faria 72 anos. Quantas saudades!!!
Gostaria de escrever hoje como uma maneira de matar as saudades, de relembrar coisas boas, bons momentos....
Há 2 meses atrás tive o privilégio de organizar um encontro de ex-alunos do Colegio Pitágoras. Na verdade foi um reencontro de colegas que não se viam há quase 30 anos.
Foi maravilhoso e emocionante ( falarei sobre esse encontro depois) e alguns colegas me falaram sobre o quanto o meu pai foi importante na vida deles e o quanto eles se lembravam dele. Outros me enviaram  um e-mail  relatando isso. Copio aqui alguns trechos de e-mails que recebi:
“Maria Luiza, fico feliz ao vê-la madura, exercendo a liderança que certamente você herdou de seu pai.
Gostaria de te falar da profunda gratidão que tenho por ele.
Várias são as lembranças, mas 2 são especiais.
A primeira, a sua capacidade em acreditar e permitir que nosso lado criativo fosse expresso, no grêmio, nas peças de teatro (ele arrumou o auditório só para as nossas peças!), nas apresentações de trabalho musicais, nas olimpíadas e toda a confusão das torcidas.
Proibir por proibir é fácil, mas permitir e autorizar, confiando no nosso potencial é educar.
A segunda foi o muito que aprendi com ele nas negociações como representante de turma. Sempre ouvia primeiro e estimulava o debate, desafiando a nossa capacidade de argumentar e defender idéias.
Levei este aprendizado para a minha vida pessoal e profissional, na formação de residentes e na educação de meus filhos.
E é claro, ele apostou no nosso potencial. Parece que valeu a pena.”

Débora Simões Félix
“Gostaria de te falar também sobre seu pai.
Sempre que falo sobre escola com amigas e parentes, cito o nome do seu pai.
Muitas escolas hoje em dia estão sem rumo, falta a elas uma pessoa como seu pai.
Nós sabíamos até onde podíamos ir, tínhamos um limite, porque seu pai sempre foi muito correto e coerente em suas atitudes.”
Juliana Matos
“Maria Luiza, quanto vejo você e me recordo de seu pai, vejo como uma boa escola, como o Pitágoras, é importante na formação das pessoas.
Vejam esta turma. Homens e mulheres da mais alta formação. Inteligentes, elegantes, líderes de seus segmentos de negócios, profissionais competentes, pessoas éticas e de bom humor.
Algumas pessoas tem medo do passado. Outras querem modificá-lo, como se isto pudesse mudar as suas vidas e talvez ocasionasse um provável fututo melhor.
Não quero nenhuma coisa, nem outra.
Meu passado com vocês foi ótimo. O futuro em companhia de vocês só poderá ser melhor.
Parabéns a todos.”

Heráclito Miranda.
Esses colegas encheram meu coração de alegria e orgulho ao relatarem parte de suas lembranças. Uma colega me telefonou e disse que o que meu pai tinha feito por ela tinha sido muito importante na vida dela e que ela  nunca irira se esquecer. Foi quando ela se submeteu a uma cirurgia delicada e recebeu do papai toda assistência, atenção e carinho para vencer aquela situação. Eu nem sabia que isso tinha acontecido da maneira como ela me relatou.
Meu colega, Fernando Vignolli, hoje um artista plástico consagrado, também foi um dos que me falou sobre o meu pai. Ele me disse que meu pai foi um dos seus maiores incentivadores, valorizando sua arte e suas habilidades, além de criar oportunidades para que o Fernando mostrasse seu trabalho. Na dedicatória que Fernando fez para mim em seu livro, ele agradece a minha família pelo apoio. Na verdade, eu sei que ele queria agradecer ao meu pai.
Esses colegas queridos demonstraram gratidão e quem lê meu blog, sabe o quanto eu valorizo essa virtude.
Gratidão é tudo de bom nessa vida.
Para os meus colegas eu digo: obrigada por me proporcionarem momentos tão emocionantes, compartilhando comigo sua gratidão ao meu pai.

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